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Case · Comunicação para Eventos

Projeto Missionário Passa à Macedônia Capixaba

2016 – 2023  ·  Espírito Santo, Brasil  ·  Igreja Metodista

Antes de 2018, o Projeto Missionário Passa à Macedônia tinha desafios importantes de organização, comunicação e mobilização. A divulgação era limitada, as informações não chegavam de forma clara às igrejas e aos participantes e, sem processos estruturados, o projeto tinha dificuldade para ganhar escala.

Além disso, a alimentação dos participantes gerava um impacto financeiro significativo, tornando o orçamento um fator limitante para a expansão do projeto. Para completar, as distâncias geográficas entre as igrejas metodistas do Espírito Santo e as cidades que sediavam o evento dificultavam a mobilização e o deslocamento das pessoas.

Meu envolvimento começou antes de eu entrar oficialmente na equipe de organização. Em 2016, na edição de Irupi/ES (Região do Caparaó), eu fotografei e gravei vídeos do evento. Naquele ano, o projeto reuniu cerca de 60 participantes, um número parecido com o das edições iniciais.

Em 2017, na edição de Serra Sede/ES (Região Metropolitana de Vitória), eu criei o cartaz oficial e desenvolvi o primeiro site de inscrições. Esse foi um passo importante para tirar um peso operacional da equipe e começar a organizar melhor o fluxo de informações.

A partir de 2018, eu passei a integrar oficialmente a equipe de organização. A partir daí, eu montei e coordenei a equipe de comunicação, estruturando uma atuação contínua e estratégica para fortalecer o projeto e viabilizar crescimento.

Muita coisa do que foi construído aconteceu em parceria, com cada pessoa assumindo um pedaço essencial para o projeto funcionar.

Eu criei e conduzi várias das estratégias e campanhas em parceria com a Rebeca Ramos. Além disso, a Rebeca foi responsável pela redação dos textos das edições de 2018 e 2019.

A Letícia Santos ficou responsável por organizar as informações das inscrições recebidas e foi a fotógrafa principal dos eventos. A Nádia Segatto ajudou no operacional geral, assumindo demandas e tarefas que faziam as coisas fluírem da melhor forma possível, e também ficou responsável por fotos e vídeos.

A partir das edições de 2022, ficamos somente eu e a Letícia. Ela manteve as responsabilidades relacionadas às inscrições e à fotografia.

Dentro da equipe de comunicação, eu atuava na coordenação e também era responsável pela definição dos temas dos eventos. Isso foi implementado em 2018 e virou um diferencial importante em relação às edições anteriores, porque trouxe unidade, direção e consistência para tudo o que era comunicado.

No processo, eu criava o texto base do tema e desenvolvia a identidade visual do evento. A partir dessa identidade, eu produzia todas as peças derivadas, como cartazes e panfletos para as igrejas, cartazes e panfletos para o local do evento, estampas e outros materiais. Além disso, ano após ano, eu fazia melhorias e atualizações no site para ajustá-lo à identidade visual vigente e às necessidades de cada edição.

A partir de 2018, eu implementei uma estratégia integrada de comunicação e mobilização para enfrentar, ao mesmo tempo, três desafios: distância geográfica, limitações orçamentárias (principalmente alimentação) e pouco engajamento contínuo antes e durante o projeto.

Essa estratégia funcionou porque deixou de tratar comunicação como divulgação de última hora e passou a trabalhar com clareza, antecedência e consistência. A mobilização também passou a respeitar a estrutura da Igreja Metodista, acionando região, distritos, igrejas locais e, especialmente, os grupos societários e ministérios. Dentro dos grupos societários, entravam os movimentos de mulheres, homens, jovens e juvenis, cada um com uma forma própria de engajar e contribuir.

O resultado foi transformar um evento pontual em um movimento coletivo, com senso de pertencimento e corresponsabilidade, mesmo quando a logística era mais complexa por causa da localização escolhida para a edição.

Essa estratégia saiu do papel por meio de soluções práticas e integradas, sempre conectadas com o que o projeto precisava na vida real.

  • Campanhas de arrecadação de alimentos — envolvendo igrejas, grupos, participantes e empresas, reduzindo significativamente os custos com alimentação. Em 2023, o projeto também contou com doações financeiras oficiais de empresas locais em Aracruz/ES.
  • Identidades visuais exclusivas por edição — sempre alinhadas ao tema anual, com materiais impressos (cartazes, panfletos, cartas) enviados às igrejas, SDs, pastores e grupos específicos.
  • Relógio de Oração — mais de 50 igrejas metodistas assumindo turnos de oração nos dias que antecediam e durante o evento. Iniciativa idealizada pela Rebeca, aprimorada ao longo dos anos.
  • Conteúdo constante nas redes sociais — motivação e informações em tempo real durante toda a mobilização.
  • Comunicação via WhatsApp — garantindo alinhamento, respostas rápidas e engajamento contínuo com as igrejas e participantes.
  • Site de inscrições — desenvolvido em 2017 e atualizado a cada edição, organizando o fluxo de informações e reduzindo o peso operacional da equipe.

O Passa à Macedônia tem quase 30 anos de história. Abaixo estão as edições em que eu participei de alguma forma na comunicação.

  • 2016: Irupi/ES — Região do Caparaó (fotografia e vídeo)
  • 2017: Serra Sede/ES — Região Metropolitana de Vitória (cartaz + site)
  • 2018: Guarapari/ES (Perocão) — entrada na equipe de comunicação
  • 2019: Divino de São Lourenço/ES — Região do Caparaó
  • 2020 e 2021: não realizados — pandemia da Covid-19
  • 2022: São Mateus/ES — Norte do ES (contexto pós-pandêmico)
  • 2023: Aracruz/ES — Norte do ES

Este case mostra que meu trabalho vai além do design visual. Envolve estratégia, organização, mobilização e criação de soluções práticas para desafios complexos, aplicando comunicação integrada para gerar resultados reais.

É exatamente esse tipo de abordagem que a LP Design oferece: design estratégico aplicado a contextos reais, com foco em impacto, organização e crescimento sustentável.

Clique nas imagens abaixo para ver o material desenvolvido para cada edição.

Aracruz – 2023

São Mateus – Guriri – 2022

Divino de São Lourenço – 2019

Guarapari (Perocão) – 2018

Serra Sede – 2017

Quando os números entram, a mudança fica evidente. A partir de 2018, nenhuma edição teve menos de 150 participantes.

260

inscritos em 2023 — recorde do projeto

+150

participantes em todas as edições de 2018 a 2023

+1500kg

de alimentos arrecadasdos, cobrindo os não-perecíveis do evento e liberando orçamento

+50

igrejas no Relógio de Oração em cada edição

Crescimento de participantes

De ~60 em 2016–2017 para 260 em 2023, com crescimento consistente a partir de 2018.

Redução de custos com alimentação

Doações de não-perecíveis cobrindo a alimentação nas edições de 2018, 2019 e 2023. Em 2019, mais de 500 kg arrecadados e 60+ cestas básicas distribuídas.

Captação de patrocínios

Em 2023, doações financeiras oficiais de empresas locais em Aracruz/ES, ampliando o suporte ao evento.

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